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Sistemas supervisórios: saiba tudo sobre o seu funcionamento e os benefícios gerados para indústria

Entenda o conceito e o funcionamento dos sistemas supervisórios e veja como essa tecnologia pode trazer vantagens para os seus processos!

Sabemos que as indústrias atuais, independente do seu ramo de atuação, precisam lidar com grandes volumes de dados gerados a cada instante. E uma parte destes ainda necessitam de acompanhamento contínuo para o pleno andamento de um processo.

Vejamos um exemplo: dentro da produção de etanol são utilizadas colunas de destilação. Essas são projetadas para funcionar dentro de limites inferiores e superiores de pressão.

Ultrapassar os limites de pressão estabelecidos compromete diretamente o processo. Neste caso, podem ocorrer problemas como o produto sair fora das especificações, comprometendo sua qualidade, e a coluna não suportar a ultrapassagem do limite superior de pressão, causando acidentes.

Através desse exemplo fica claro a importância do monitoramento de dados dentro de um processo produtivo.

Agora imagine o custo para se manter um colaborador para supervisionar cada processo dentro de uma planta. E o quão suscetíveis a erros estes seriam se comparados a um sistema autônomo?

Pensando nisso, foram criados os Sistemas Supervisórios.

Neste post, vamos compreender o que são os Sistemas Supervisórios, seus componentes e funcionamento, bem como seus benefícios para um processo produtivo. Continue lendo e entenda mais sobre este tema tão presente nas indústrias.

 

O que são Sistemas Supervisórios

Os sistemas supervisórios são softwares que têm por finalidade monitorar dados importantes em um processo produtivo dentro de uma instalação fabril. E tudo isso de forma autônoma.

Os supervisórios obtêm e organizam as variáveis relevantes adquiridas do processo produtivo. As informações são então apresentadas de forma clara em uma tela para o usuário responsável pelo monitoramento.

Isso facilita a interação do colaborador com o chão de fábrica, visto que ele consegue dar a devida atenção aos fatores obtidos no processo, sem perder informações importantes e tudo em tempo real.

 

Como funcionam os Sistemas Supervisórios

Podemos explicar o funcionamento de um sistema supervisório através da divisão de seus principais componentes. São eles: sensores e atuadores, estações remotas (aquisição/controle), rede de comunicação e de monitoração central.

 

Sensores e atuadores

São dispositivos ligados aos equipamentos supervisionados pelo sistema. Os sensores são responsáveis por converter parâmetros físicos em analógicos e digitais, que são enviados para as estações remotas. Estes parâmetros podem ser temperaturas, pressões, níveis e status de uma determinada máquina.

Os atuadores, por sua vez, exercem ações sobre o processo. São capazes de ligar, desligar, movimentar e modificar o status de determinado equipamento.

 

Estações remotas

É onde o processo de aquisição dos dados se inicia. Para isso são utilizados os PLC’s – Programmable Logic Controllers (ou CLP’s – Controlador Lógico Programável) ou as RTU’s – Remote Terminal Units (ou Unidade Terminal Remota).

Os PLC’s e as RTU’s são dispositivos eletrônicos que permitem a comunicação entre a estação central de monitoração e os equipamentos monitorados. Através destes dispositivos é possível a obtenção dos dados informados pelos sensores, execução de seus cálculos e apresentação de saídas.

Neles também são armazenados, em uma base no controle central, todos os dados adquiridos no processo.

 

Rede de comunicação

Uma rede de comunicação é a plataforma responsável pelo fluxo de informações entre as estações remotas as estações de monitoramento central.

Para isso, devem ser implementadas, de acordo com os requisitos e distâncias através de cabos de fibra óptica, serviços discados e dispositivos sem fio, por exemplo.

 

Estações de monitoramento central

As estações de monitoramento central são responsáveis pelo monitoramento e supervisão do sistema. Para isso, as mesmas recebem as informações encaminhadas pelas estações remotas e agem conforme os eventos apresentados.

Essas estações podem ser apresentadas em um único computador como também distribuídas entre vários através de uma rede que permita o compartilhamento de dados.

 

Geração de Alarmes Industriais

Os sistemas supervisórios são a base para a geração de alarmes industriais.

Com o monitoramento da planta, os sistemas supervisórios identificam as situações inesperadas e fora dos padrões estabelecidos. A partir de então, sinaliza o problema em tempo real, indicando a necessidade de uma ação corretiva.

Além de indicar o erro, o sistema ainda armazena este alarme em seu banco de dados possibilitando sua posterior consulta.

guia gerenciamento de alarmes

Os alarmes industriais gerados contribuem, por exemplo, para a redução de paradas não-programadas na planta, diminuição do risco de acidentes e garantia de qualidade para os produtos fabricados.

 

Os benefícios dos Sistemas Supervisórios na indústria

Os sistemas supervisórios são capazes de gerar vários benefícios dentro de uma organização.

Estes não se restringem apenas à linha de produção, com o monitoramento de um equipamento. A sua importância vai além, estendendo-se ao nível estratégico, utilizando os dados gerados para uma melhor tomada de decisão.

 

Diminuição de paradas e ganho produtivo

Como todo processo está sendo monitorado, as paradas de equipamentos podem ser estudadas e diminuídas. Além disso, os problemas são encontrados com maior rapidez, possibilitando o solucionamento ágil.

Esses pontos contribuem para um tempo maior de OEE (tempo de máquina disponível), resultando em uma atividade mais produtiva e menos interruptiva.

 

Maior qualidade dos produtos

Os sistemas supervisórios também devem ser utilizados para o controle de indicadores essenciais do produção, monitorando os padrões de qualidade definidos.

Em caso de variância, o sistema supervisório é capaz de informar rapidamente, permitindo uma rápida correção e a garantia de produtos dentro das referências de qualidade.

Além disso, o sistema ainda registra todos os dados coletados. Uma posterior consulta dos mesmos é capaz de gerar o diagnóstico dos problemas e a viabilização de soluções mais efetivas.

 

Melhor aproveitamento do dados gerados

Através do sistema supervisórios, todos os dados relacionados ao monitoramento da planta são armazenados. Esses podem alimentar outros sistemas, como os referentes ao Planejamento e Controle da Produção e manutenção.

Além disso, através da análise de dados ainda pode ser observado se os indicadores estão dentro dos limites estipulados, bem como encontradas tendências que facilitem o planejamento estratégico.

Todos esses fatores possibilitam a otimização da produção e, consequentemente, ganhos financeiros gerados pelo melhor aproveitamento da capacidade produtiva.

 

Diminuição de custos

Os sistemas supervisórios reduzem a necessidade de operadores no monitoramento da produção, informando de maneira automática todos os status relacionados ao processo.

Outra redução de custo no capital humano é no processo de obtenção de dados. Os sistemas supervisórios são capazes de fazer a aquisição de maneira mais rápida e confiável. Isso reduz tempo de elaboração bem como de correção, já que não está propenso a erros como um operador humano.

A otimização da produção citada em tópicos anteriores também está relacionada à redução de custos. Isso porque o número de paradas é reduzido, acidentes de trabalho são prevenidos e o controle da produção torna-se maior e mais eficiente.

 

Finalizando…

Espero que essa leitura tenha permitido uma melhor compreensão acerca dos sistemas supervisórios. Qual a finalidade, como funcionam e quais os benefícios gerados dentro do âmbito industrial.

Que tal ir um pouco mais afundo no assunto e entender temas como racionalização e gerenciamento dos alarmes gerados pelos sistemas supervisórios? Vale a pena a leitura!

Ah, e caso tenha ficado alguma dúvida é só encaminhá-la para o meu e-mail, paula.andrade@logiquesistemas.com.br. Ficarei feliz em te ajudar.


Postado por Ana Paula Andrade

Um pouco sobre o autor (a): Graduanda em Engenharia de Produção que caiu por um acaso no mundo do marketing.


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