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7 principais ferramentas para análise e gerenciamento de risco

Descubra quais são e como funciona a aplicação das ferramentas para a realização da análise e gerenciamento de riscos em seus processos industriais.

Nos últimos posts do blog viemos tratando sobre o tema de Análise e Gerenciamento de Risco. Explicamos o que é e os benefícios trazidos, assim como já apresentamos duas ferramentas para te auxiliar na aplicação: HAZOP e LOPA.

Para te deixar ainda mais por dentro desse assunto, preparamos uma lista com outras 7 ferramentas. São elas:

  1. FMEA;
  2. Análise Preliminar de Risco;
  3. Análise de Árvore de Falhas;
  4. Análise de Árvore de Eventos;
  5. Checklist;
  6. What If;
  7. Os 5 Porquês.

Continue lendo e entenda como elas podem contribuir para a segurança dos seus processos!

Confira agora as 7 ferramentas para análise e gerenciamento de risco

1. FMEA – Análise dos Modos de Falha e Efeitos

A FMEA objetiva identificar e analisar as possíveis falhas dentro de um processo. Além disso, realiza a priorização para correção de acordo com a gravidade de cada falha, otimizando a tomada de decisão.

Para tanto, é necessário realizar o levantamento e a reflexão de vários pontos acerca do processo. Essas informações podem variar segundo as necessidades da aplicação. Porém, de forma geral, a FMEA está estruturada em:

FMEA - Análise e Gerenciamento de Risco - Exemplo de Estrutura

O processo corresponde à etapa em questão que está sendo analisada. A função descreve qual a finalidade do processo dentro do produto/serviço.

O modo de falha corresponde a todas as falhas as quais o processo está sujeito. Essa informação pode ser obtida de várias formas, como através análise histórica das falhas que já tenham ocorrido.

As especificações do processo, como limite de temperatura de uma máquina, e a própria reflexão da equipe sobre as possibilidades de falhas também são inputs.

As causas são todos os motivos pelos quais a falha acontece. Os efeitos são as consequências geradas pelo erro. Já o modo de detecção refere-se a como se pode detectar a falha em questão.

Os índices são a parte quantitativa da FMEA. São eles:

  • Ocorrência – está relacionada com as causas e informa a frequência da falha.
  • Severidade – está ligada aos efeitos e corresponde ao quão grave aquela falha é para o ambiente, interno ou externo.
  • Detecção – se relaciona com o modo de detecção e quantifica a facilidade de identificar a falha.

Todos eles variam de 0 a 10, sendo:

Indices FMEA - Análise e Gerenciamento de Risco - Tabela

Já o RPN (Risk Priority Number) é a multiplicação dos 3 índices anteriores: ocorrência x severidade x detecção. Quanto maior o índice, maior a sua criticidade perante o processo e mais rápido deve ser corrigido.

Ainda são definidas as ações recomendadas para a correção de cada falha, bem como o responsável por coordenar as mesmas.

2. APR – Análise Preliminar de Risco

A Análise Preliminar de Risco (APR) é uma ferramenta de análise e gerenciamento de risco que consiste em um estudo realizado de forma detalhada e antecipada à aplicação do processo.

Tem como objetivo identificar os riscos corridos durante a realização de um determinado trabalho. Através da APR é possível detectar e corrigir problemas previamente, promovendo um ambiente mais seguro para todos os colaboradores.

Para realizar uma APR, os seguintes passos devem ser seguidos:

  1. Identificar os perigos do trabalho;
  2. Identificar de riscos do trabalho;
  3. Listar as causas de cada um dos riscos;
  4. Identificar quem/o que está sujeito a esse riscos;
  5. Estimar os possíveis efeitos gerados pelo risco;
  6. Realizar análise qualitativa;
  7. Implementar medidas de controle e prevenção;

É importante que a APR seja realizada juntamente com os colaboradores envolvidos na atividade e a assessoria do SESMT. Isso facilita a aquisição de informações importantes acerca do trabalho analisado.

Não há um modelo de APR obrigatório a ser seguido. Mas comumente as informações são organizadas em forma de planilha.

Além das informações acima, ainda é recomendado que a planilha contenha a data, local, responsável e participantes dos trabalho.

3. AAF – Análise de Árvore de Falhas

A Análise de Árvore de Falhas é uma ferramenta para análise e gerenciamento de risco que organiza de maneira visual as combinações de eventos que podem ser geradores de uma falha principal.

É um processo dedutivo que tem por finalidade encontrar causas raízes e suas consequências na geração de uma falha do processo.

Através dessa ferramenta é possível apresentar os problemas de uma atividade de maneira mais fácil, visual e concisa. Isso faz com que a AAF seja ótima para compreensão de problemas com inter relações complexas.

De modo genérico, as etapas para o desenvolvimento de uma AAF consistem em:

  1. Escolha do processo a ser analisado;
  2. Escolha do evento topo (falha principal do processo em questão), que pode ser encontrado através de alguma outra ferramenta aqui apresentada, como o FMEA, por exemplo;
  3. Construção da árvore: nessa fase realiza-se a conexão entre os eventos que contribuem para o evento topo. Isso deve ser realizado até o evento final de cada um dos ramos, no qual nenhum outro evento está relacionado como causa do mesmo;
  4. Análise qualitativa: observar como os eventos estão interligados e dar também atenção especial aos que estão repetidos ao longo da árvore;
  5. Análise quantitativa: atribuir a probabilidade de ocorrência de cada evento;
  6. Conclusões: o que deve ser feito a partir dos resultados obtidos pela AAF.

Abaixo, um exemplo de estrutura de uma árvore de falhas em um processo de usinagem.

Análise de Árvore de Falhas - Análise e Gerenciamento de Risco - Exemplo

4. AAE – Análise de Árvore de Eventos

A Análise de Árvore de Eventos, como o próprio nome sugere, é aplicado de modo similar à AAF.

Na Análise de Árvore de Eventos, a representação gráfica dessa vez é sobre um evento indesejado e a descrição da sequência temporal das consequências geradas pelo mesmo.

Ela é utilizada para quantificar as ocorrências das consequências geradas por um evento inicial. Esse evento inicial geralmente são falhas ligadas à equipamentos ou erros humanos, que também podem ser identificadas através do FMEA.

E qual a principal diferença entre AAF e AAE? Quando falávamos de AAF, o foco era encontrar as causas raízes de uma falha. Já em uma AAE, nos voltamos para as consequências desencadeadas pela falha.

De modo geral, a construção de uma Análise de Árvore de Eventos está pautada em:

  1. Definição do evento inicial;
  2. Definição dos modos de segurança que mitigam as consequências do evento inicial;
  3. Construção da árvore: realizar a conexão entre o evento e suas consequências;
  4. Análise quantitativa: atribuir a probabilidade de ocorrência a cada ramo que desencadeia um acidente;
  5. Conclusões: o que deve ser feito a partir dos resultados obtidos pela AAE;

A seguir, um exemplo de uma Árvore de Eventos retirado de uma dissertação.

Análise de Arvore de Eventos Análise e Gerenciamento de Risco - Exemplo

5. Checklist

O checklist também é conhecido como folha de verificação. Ele foi aplicado inicialmente na indústria para a conferência das especificações de um produto, estando ligado à área de qualidade.

Pela facilidade de uso, hoje o mesmo também é aplicado em diversas áreas, inclusive na análise e gerenciamento de riscos.

Para aplicá-lo, basta elencar os pontos que se deseja conferir (para o caso de inspeção) ou realizar (para o caso de planos de ação).

É importante colocar também dados relacionados ao processo, como:

  • Processo a ser analisado;
  • Responsável pela realização do processo;
  • Data;
  • Responsável pelo checklist;
  • Demais informações que contribuam para a compreensão.

Os pontos a serem checados ainda podem estar elencados de acordo com algum critério, como tempo de duração da atividade, grau de importância e ordem cronológica de acontecimento.

Também é importante que os tópicos estejam dispostos em frases curtas e objetivas, facilitando a compreensão e aplicação.

Dentro da análise e gerenciamento de riscos, o checklist pode ser aplicado em várias situações importantes, como:

  • Conferência de manutenção de máquinas;
  • Plano de tarefas realizadas para a análise e gerenciamento de risco;
  • Controle do número de erros no processo;
  • Controle dos limites impostos em determinado processo para mitigação de risco.

Vamos à um exemplo básico, que seria um checklist para a leitura deste post. Até agora vimos:

  • FMEA; ✔️
  • Análise Preliminar de Risco; ✔️
  • Análise de Árvore de Falhas; ✔️
  • Análise de Árvore de Eventos; ✔️
  • Checklist; ✔️
  • What if; ❌
  • 5 Porquês; ❌
  • Conclusão. ❌

6. What If

Vamos a mais uma ferramenta simples para análise e gerenciamento de risco: o What If. Em tradução para o português, a frase significa “e se”, e consiste justamente em aplicá-la como pergunta à diversas situações ligadas ao processo.

Para isso é necessário reunir uma equipe que conheça o processo a fundo, além de ter em mãos diversos documentos que facilitem a compreensão do mesmo, como planta da fábrica, fluxogramas e demais especificação.

Nessa reunião, serão levantadas várias situações utilizado o “e se…?”, e suas respostas devem identificar causas e consequências daquela situação, além da solução. Estas serão posteriormente analisadas utilizando, por exemplo, outras ferramentas.

São exemplos de situações:

  • E se a pressão de determinada máquina estiver acima da especificação?
  • E se a vazão for superior ao permitido?
  • E se o determinado tanque transbordar?
  • E se a máquina esquentar acima do previsto?

Ao final da aplicação, é criado um relatório, a fim de documentar todos os riscos levantados e as recomendações para cada um deles. Isso contribui para um processo mais claro e seguro.

7. Os 5 Porquês

E por fim temos os 5 porquês. Técnica amplamente utilizada para diagnósticos de problemas, tem por finalidade encontrar a causa raiz das falhas, acidentes e situações indesejadas, sendo de grande utilidade para a análise e gerenciamento de risco.

Assim como o Checklist, ela é capaz de gerar bons resultados em diversas áreas, não apenas na análise e gerenciamento de riscos.

O passo a passo consiste em identificar o problema e se perguntar o porquê dele ter acontecido, de forma contínua, até encontrar a causa raiz.

Vamos para um exemplo prático para ficar mais claro:

5 porques análise e gerenciamento de risco - exemplo

Preciso me perguntar 5 vezes? Não! Há situações que em apenas 3 porquês você conseguirá identificar a causa raiz. Há também aquelas em que apenas 5 ainda não serão suficientes.

A intenção real é fazer você refletir de maneira progressiva sobre o problema, não importando quantas repetições são necessárias para isso.

Pronto para aplicar as ferramentas?

O grande objetivo do post foi te proporcionar ideias de como realizar a análise e gerenciamento de risco da sua organização através das 7 ferramentas.

Espero que tenha ficado tudo claro. Mas, caso ainda tenha restado alguma dúvida, é só encaminhá-la para o paula.andrade@logiquesistemas.com.br. Será um prazer te ajudar!


Postado por Ana Paula Andrade

Um pouco sobre o autor (a): Graduanda em Engenharia de Produção que caiu por um acaso no mundo do marketing digital.


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