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EEMUA 191: Porque sua indústria precisa se adaptar a essa norma?

Entenda a importância da EEMUA 191 e como ela pode deixar sua indústria mais segura.

A EEMUA 191 surge em um cenário marcado com o avanço tecnológico das indústrias e a evolução da automação de sistemas.

Com todas essas revoluções no mercado surgiu a necessidade de monitorar melhor seus processos, com a finalidade de manter padrão da produção e investir na segurança de seus funcionários.

Com essa necessidade surgiram os alarmes industrias, que tem a finalidade de otimizar e garantir o funcionamento do maquinário e da planta industrial como um todo. Isso é feito através do monitoramento de indicadores.

Mas não bastavam ter só os alarmes, era preciso ter uma norma, que guiasse a produção destes para gerar uma uniformização e uma melhoria na fabricação e programação deles.

Essa norma se mostrou necessária para gerar uma padronização e assegurar a sua qualidade.

Dessa maneira, surge a EEMUA 191. Um guia que traz normas para sistemas de alarmes, visando regularizar os alarmes industriais e aumentar sua eficácia. Além de trazer uma maior segurança não só para a indústria, mas todos os envolvidos com ela, sejam operadores ou para a comunidade local.

Com a EEMUA 191 os sistemas de alarmes passaram a ser muito mais seguros e a entregarem tudo que de fato deve entregar. Para melhorar a operação das plantas industriais.

Tentando mostrar um pouco mais sobre esse guia, fizemos essa publicação que vai te explicar o porque é importante seguir essa norma na sua indústria.

 

Porque preciso do EEMUA 191 na minha indústria?

Talvez você se lembre ou tenha ouvido falar do acidente que ocorreu a vinte anos atrás na plataforma P 36.

Uma gigantesca estrutura de exploração de petróleo, considerada na época a maior plataforma de exploração de petróleo em alto-mar. Sucumbiu em questão de pouco tempo em decorrência de uma série de falhas originadas por um erro nos seus protocolos de segurança operacional.

O acidente teve como ponto crítico a má operação de esgotamento de água do tanque de drenagem de emergência da coluna de popa bombordo, conforme citado pela própria investigação conjunta entre a Petrobrás e a Marinha do Brasil.

Entretanto, houveram falhas em pontos-chave da operação. Uma enxurrada de alarmes em curtíssimo tempo mal priorizados impossibilitaram os profissionais da sala de controle tomarem medidas corretivas em tempo hábil que evitassem um acidente dessa dimensão.

Com a EEMUA 191 acidentes assim tem uma chance mínima de acontecer. Pois a norma dita formas ágeis e eficientes para a programação de sistema de alarmes. A fim de deixar o operador com tempo hábil para resolver os problemas que venham a acontecer.

Além disso, um sistema de alarmes bem instalados e bem posicionados, pode dar ao operador o benefício de saber onde o problema começou e ir primeiramente até o mesmo, evitando o colapso do sistema.

Pense nos sistemas de alarmes como um trânsito. Caso ocorra apenas um único acidente todo mundo saberá onde é e possivelmente descobrir mais rápido a sua causa. Mas se vários carros colidem ao mesmo tempo, as autoridades levarão mais tempo para decifrar onde começou o problema e como resolvê-lo.

 

O que é a EEMUA 191?

A EEMUA 191 nada mais é do que um guia de boas práticas para o gerenciamento de alarmes. Esse manual contém etapas para construção, implementação e preservação dos sistemas de alarmes aplicados a indústrias.

O principal objetivo desse manual é fazer com que os alarmes se tornem cada vez melhores. Adequando-os para serem fáceis de usar, com melhor custo benefício e mais seguros. Através das disposições nesse guia, eles passam a ser mais legíveis e eficientes.

A EEMUA 191 tem como base alguns pontos para a etapa de construção do alarme:

  • Segurança: o seguimento do sistema de alarmes deve garantir a segurança de colaboradores, equipamentos e meio ambiente.
  • Facilidade de uso: o sistema de alarmes precisa ser desenvolvido para as necessidades de quem irá operá-los. Dessa forma, é importante que eles mandem informações rápidas e de fácil acesso e interpretação. Para que os problemas sejam resolvidos em tempo hábil.
  • Controle de desempenho: os alarmes precisam ser monitorados de forma contínua para garantir o melhor desempenho durante os processos que estão sendo controlados.

Parece efetivo se adequar a EEMUA 191, não é mesmo? Mas muitas empresas não seguem esse guia. Apesar de parecer simples é exigido muita atenção e competência para que os pontos estejam sempre bem amarrados. É fundamental que seus alarmes funcionem de forma perfeita.

 

Principais determinações da EEMUA 191

A EEMUA 191 descreve um alarme como um sinal que aponta ao operador da planta industrial quando alguma situação diferente do padrão de funcionamento está ocorrendo. Mostrando um ponto de atenção que possivelmente precisará de uma tomada de decisão rápida.

Como os operadores não exercem apenas uma única atividade e não podem ficar exclusivamente monitorando os alarmes, para melhor auxiliar esse trabalhador em seu serviço a EEMUA 191 define que essa ferramenta precisa indispensavelmente:

  • Alertar, comunicar e orientar: isso significa que o alarme além de emitir um sinal audível ou visível precisa esclarecer qual problema está acontecendo. Precisa também, orientar como deve ser a solução a ser tomada diante do problema.
  • Ter de ser útil e pertinente para o operador: em um sistema de alarmes todos eles devem ser úteis. Pois se em algum momento houver um alarme sendo ignorado o sistema poderá perder sua eficácia.
  • Ter uma ação definida: para que o sinal emitido seja considerado de um alarme, é preciso que seja possível definir uma resposta. Pois o crucial é que todo alarme tenha um retorno claro e bem definido para quem está operando-o.
  • Ter um intervalo de tempo bem definido que permita resposta do operador: quanto mais cedo o alarme for disparado, mais rápido o operador poderá se alertar à anormalidade no sistema. Otimizando assim, o tempo de resposta ao problema.
  • Levar em conta as limitações humanas: o sistema de alarmes precisa ser criado para que um ser humano dentro de suas limitações consiga ler e decifrar seus códigos e sinais. Assim como entender todo o sistema de monitoramento.

Planejamento do sistema de alarmes

Antes de ser programado e criado, todo sistema de alarme precisa passar por algumas etapas de planejamento. Segundo a EEMUA 191 há alguns pontos a serem considerados na hora de elaborar o projeto do alarme.

Esse projeto, tem a finalidade de diminuir erros de prática. Além de otimizar o funcionamento da planta industrial quando os alarmes estiverem instalados.

Alguns dessas vertentes a serem observadas, são:

  • Classificação de riscos: deve ser feito um dimensionamento de cada alarme a ser colocado e o quanto ele vai reduzir riscos, identificar o papel de segurança do operador dentro do sistema. Também é importante que seja feita uma revisão para saber se algum alarme promove risco de segurança significativo para a planta ou para os operadores.
  • Ergonomia: é feito um reconhecimento de quantos operadores e quais as suas respectivas tarefas. Isso é feito para fazer o desenvolvimento da interface gráfica para os alarmes considerando o acesso a informações e tempo de resposta dos operadores.
  • Projetos de alarmes individuais: é feito uma revisão para identificar os alarmes que precisam de tratamento diferente quanto aos dispositivos de visualização. Também é feito a geração de formulários contendo dados, procedimentos de respostas e projetos de implantação condizentes aos alarmes.

Se adequar é importante!

Que os sistemas de alarmes são de suma importância para as indústrias, isso não podemos negar. Mas não é apenas ter um sistema desses em sua planta que irá resolver seus problemas.

É preciso que os mesmos estejam bem alocados na planta industrial. Além de que sejam ágeis e que ofereçam um tempo de resposta hábil para os operadores.

Além disso, é importante que os alarmes sejam focados em segurança. Afinal eles estão ali para prevenir colapsos e problemas irreversíveis.

Por isso, é crucial que a empresa que vai te fornecer os alarmes, esteja dentro dos padrões da EEMUA 191.

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Postado por Brenda Arruda

Um pouco sobre o autor (a): Graduanda de Engenharia Química e apaixonada pela escrita desde cedo, se aventurando no mundo da tecnologia.


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