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Avalanche de alarmes: Saiba o que é e como lidar com esse problema

Descubra se você sofre com esse problema e saiba como livrar-se definitivamente dele, diminuir os riscos e aumentar a produtividade na sua indústria.

O objetivo desse conteúdo é falar sobre avalanche de alarmes. Mas, vamos iniciar com algumas informações importantes.

Você sabia que, a quantidade máxima gerenciável de alarmes  em uma planta industrial  em operação normal, por operador é de apenas 1 alarme a cada 5 minutos?

E que em momentos de distúrbio esse número não pode passar dos 10 alarmes em 10 minutos?

Esses dados vêm da norma EEMUA 191, umas das mais importantes quando se fala em alarmes industriais. Se o número parece um pouco distante da realidade na sua indústria, há grandes chances de você estar sofrendo com um problema de avalanche de alarmes.

Define-se “avalanche” no sentido figurativo, como tudo que incide repentinamente e em grande quantidade sobre algo. No sentido literal, todo mundo pensa rapidamente em uma queda violenta de grandes massas de neve em regiões montanhosas, certo?

Nesse caso, é mais pelo sentido figurativo que vamos pensar no termo avalanche aqui. Afinal, esse texto vai te explicar direitinho do que se trata uma avalanche de alarmes e também, como você pode melhor lidar com esse problema.

Continue lendo e entenda mais sobre o problema de avalanche de alarmes e como se livrar dele!

Você sabe o que é uma avalanche de alarmes?

A norma ISA 18.2, referência em boas práticas para sistemas de alarmes, contempla a definição mais aceita de avalanche de alarmes. De acordo com a norma, uma avalanche de alarmes seria uma “condição durante a qual a taxa de alarmes é maior do que o operador pode, efetivamente, gerenciar. No caso, mais de 10 alarmes acionados em um período de 10 minutos”.

Muitos sistemas de alarme revelam-se menos efetivos justamente nos momentos em que são mais necessários – na mitigação dos efeitos de distúrbios no processo.

Análises feitas após vários acidentes graves em plantas industriais mostraram que o sistema de alarmes poderia impedir a ocorrência do evento caso não estivesse bombardeando os operadores com informações excessivas e enganosas.

Podemos concluir de maneira lógica que, se o operador não consegue lidar efetivamente com uma enorme quantidade de alarmes ativados em um curto período de tempo, isso poderá (e irá) acarretar problemas desde paradas não programadas até acidentes.

Este raciocínio pode parecer fatalista, mas não sou apenas eu que estou dizendo. A própria EEMUA, ao falar sobre o impacto de uma avalanche de alarmes em acidentes catastróficos, aponta este como um grande contribuinte. Além disso, afirma que incidentes de perda, frequentemente envolvem o operador estar sobrecarregado com uma avalanche de alarmes.

A norma (EEMUA 191) ainda mostra vários exemplos em que o mau desempenho do sistema de alarme (avalanches) contribuiu para perdas financeiras, danos ambientais, feridos ou até mesmo mortes.

Modelo de consequências de uma avalanche de alarmes

Por outro lado, um sistema de alarmes bem controlado e livre de avalanches resulta em menos incidentes, menos perda e, como resultado, menor risco. As plantas industriais que conseguem lidar bem com seus alarmes relatam, inclusive, taxas de seguro mais baixas. Isso, como resultado do menor risco atribuído ao desempenho superior do gerenciamento de alarmes.

Como perceber o problema de avalanche de alarmes

Alguns aspectos simples que podem ser observados, a priori, para “diagnosticar” o problema de avalanche de alarmes na sua planta industrial, são:

  • Se os KPI’s (Indicadores chave de performance) tendem a indicar que o desempenho do sistema de alarme está estático ou se deteriorando;
  • Se operadores frequentemente ignoram alarmes ou reconhecem alarmes sem tomar medidas durante condições anormais;
  • Se existe um número alto de alarmes permanentes (“velhos”).

Nesse caso, você provavelmente tem um grande problema de avalanche de alarmes e precisa iniciar um processo de gestão de mudança imediatamente.

Como e por que ocorre uma avalanche de alarmes?

Os alarmes, geralmente, são configurados para um único estado operacional: execução. As avalanches de alarmes normalmente ocorrem após uma mudança de estado no processo.

Isso ocorre porque os parâmetros operacionais também mudam após uma mudança de estado no processo. Essas alterações podem causar impactos em cadeia no processo, o que acaba levando às avalanches de alarmes. Esse fenômeno pode afetar (e acionar) centenas ou mesmo milhares de alarmes.

Portanto, após as mudanças do estado no processo, muitos alarmes podem soar em um curto período de tempo. O primeiro alarme ou segundo indicam o evento inicial, alertando o operador para a mudança. Depois disso, muitos alarmes desnecessários e redundantes resultantes da mesma causa raiz são anunciados e exibidos para o operador.

Se outra situação se desenvolver, esses alarmes serão adicionados ao fluxo de alarmes existente. E o pior: sem qualquer diferenciação entre as duas causas raiz do operador.

O operador deve inspecionar esses alarmes para qualquer informação de processo que eles possam fornecer e depois reconhecê-los. Muitos alarmes podem aparecer de uma só vez, o torna o trabalho bem mais difícil. Por isso, em alguns casos, o reconhecimento se torna a única resposta possível para o operador.

As plantas industriais que atualmente não atendem as diretrizes da ISA 18.2 em todas as suas condições de operação, ou que não contam com um sistema de gerenciamento de alarmes eficaz e completo, devem remediar seus problemas com avalanches de alarmes ou poderão enfrentar consequências catastróficas.

Como surgiu a expressão “avalanche de alarmes”?

Nos últimos 30 anos, o número e a frequência de alarmes mudaram no ambiente industrial em decorrência dos avanços tecnológicos. Podemos dizer que ambos aumentaram significativamente ao longo dos anos. Isso ocorreu em virtude da facilidade e viabilidade atual na implementação de novos alarmes.

Nos velhos tempos de controles pneumáticos, instalar um novo alarme para um processo era bem mais complexo e custava bem mais do que hoje. Com o uso de sistemas de controle baseados em computador, a instalação de novos alarmes acabam por não custar praticamente nada.

operador em sala de controle ilustrando o que ocorre durante uma avalanche de alarmes

Assim, foi necessário definir um termo que expressasse esse novo fenômeno que crescia cada vez mais. Dessa forma, sempre que inúmeros alarmes são anunciados em um curto período de tempo, percebe-se estar diante de uma avalanche de alarmes.

Afinal, como melhor lidar com uma avalanche de alarmes?

A terceira edição da EEMUA 191 e o novo padrão IEC (IEC 62682) para gerenciamento de alarmes já indicam medidas para amenizar e evitar problemas de avalanches de alarmes. Uma delas é aumentar o foco do papel dos sistemas de alarme através de análises das camadas de proteção (LOPA – Layer of Protection Analysis). Podemos citar também atividades de HAZOP (Hazard and Operability Studies) que é uma ferramenta de análise de risco e tem como objetivo identificar perigos e problemas de operabilidade nos mais variados processos.

Além disso, a própria ISA 18.2 abrange em suas diretrizes o ciclo de vida da gestão de alarmes que busca melhorar o sistema de alarmes como um todo inclusive em momentos de avalanches de alarmes.

Ou seja, seguir os padrões ISA 18.2 e EEMUA podem ajudar bastante a conseguir lidar com este problema caso já o tenha na planta, ou evitá-lo, caso tudo ainda esteja correndo dentro dos conformes.

Um bom sistema de gerenciamento de alarmes salva vidas!

Um outro aspecto a ser melhorado para conseguir gerenciar uma avalanche de alarmes ou impedir que ela venha a ocorrer é contar com um sistema de gerenciamento de alarmes completo e competente. O que isso significa? Ele deve, dentre outras coisas:

  • Primeiramente, ser compatível e auxiliar na adoção das diretrizes EEMUA 191 e ISA 18.2;
  • Melhorar a qualidade dos alarmes. Levando a um melhor entendimento das anormalidades, reduzindo o risco de paradas não programadas e possíveis avalanches;
  • Melhorar a atenção dos operadores. Permitindo que eles tenham uma carga de trabalho adequada e percebam maior valor no sistema de alarmes;
  • Identificar falhas nas configurações de alarmes reduzidos falsos alarmes, também auxiliando diretamente na prevenção de avalanches;
  • Realizar uma mineração nos eventos do sistema, possibilitando maior conhecimento sobre a operação da planta, seus eventos automáticos e manuais.

Ilustração do sistema de gerenciamento de alarmes BR-AlarmExpert para demonstrar a sua importância para evitar avalanche de alarmes

Assim, você conseguirá se livrar definitivamente desse grande (e comum) problema e consequentemente gerar maior produtividade na sua indústria.

A boa notícia aqui é que o mercado brasileiro já conta com um super sistema de gerenciamento de alarmes industriais. E, com certeza, você vai querer conhecer, mesmo que não esteja lidando com avalanches de alarmes no momento.

Ele se chama BR-AlarmExpert, e abrange absolutamente todos os tópicos que citei acima em seu projeto e muito mais. Clique aqui e conheça mais sobre ele e solicite sua versão demo gratuitamente!

Chegamos ao final dessa avalanche de informações…

Aqui estamos ao final de mais um texto. E, se você leu até aqui é porque realmente gostou do conteúdo, e espero que tenha aprendido muito com ele.

Revisando os tópicos lidos, aprendemos sobre:

  • Definição de uma avalanche de alarmes;
  • Como identificar o problema de avalanche;
  • O que ocorre no sistema de alarmes durante uma avalanche;
  • Como surgiu o termo “avalanche de alarmes”;
  • Como conseguir lidar eficientemente com uma avalanche e se livrar desse problema;

E, dentro do último tópico, vimos um pouco mais sobre um sistema de gerenciamento de alarmes que é um verdadeiro “salva-vidas”. Qualquer dúvida sobre o conteúdo ou sobre o BR-AlarmExpert pode me contatar pelo debora.silva@logiquesistemas.com.br. Ficarei muito feliz em conversar com você.

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Tags: Automação Industrial Engenharia de Processos Gerenciamento de Alarmes Indústrias Otimização Industrial Sistema de Alarmes Tecnologia

Postado por Débora Silva

Um pouco sobre o autor (a): Graduanda em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela UFRN, amante da cultura hip hop, de cinema, séries e uma grande curiosa sobre os mais diversos temas. Atualmente sou responsável pelo Inbound Marketing da Logique Sistemas.


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